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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O bom jeitinho brasileiro

O cinema nacional é sempre um assunto controverso. É comum ouvirmos comentários de pessoas, que dizem odiar filmes nacionais. Isso muitas vezes é fruto de um preconceito, ou seja, um conceito formado sem conhecimento do assunto. Assim como os enlatados americanos, o cinema tupiniquim possui filmes bons e ruins. Não é a nacionalidade do filme que vai rotulá-lo de bom ou ruim. É certo que cada nação possui um jeito particular de produzir seus filmes, é possível identificar a origem de uma produção somente pelo seu ritmo, e pelas suas características. O cinema americano prima muito pelos efeitos especiais, pela ação, pelo visual, enquanto que o cinema europeu caracteriza por ser mais centrado no conteúdo, conhecido também como cinema ideológico.

Acredito que uma das causas dessa aversão ao cinema nacional, é que o brasileiro se sente desconfortável a se ver nas telas, ao ver a própria realidade. Muitos são seduzidos pelos efeitos, pelas luzes, quem sabe se interessariam mais se fosse produzido um filme com cangaceiros espaciais, matando os seus inimigos com “pexeras” a laser. O cinema dessa forma é visto somente como uma forma de entretenimento. Entreter é importante, mas não podemos esquecer que o cinema tem o papel de projetar e recriar a realidade.

A produção Nacional é muito rica, vale conhecer desde os clássicos e antropofágicos, como “Deus e o Diabo na terra do sol”, e “Terra em transe”, aos mais atuais como “Amarelo Manga”, “Cronicamente Inviável” e “Baixio das Bestas”. O mais que premiado “Cidade de Deus”, o perturbado “Madame Satã”, “Estorvo” e “Benjamim”, ambos baseados em livros homônimos de Chico Buarque. Comédias e filmes populares como “O homem que copiava”, “Caramuru – A invenção do Brasil”, “o Auto da Compadecida”. Documentários e curtas-metragens como “Ilha das flores”, “1,99 - um supermercado que vende palavras”, “Encontro com Milton Santos”, “Glauber - O Labirinto do Brasil”.

Muitas injustiças foram cometidas nesse texto, muitos bons filmes não foram citados, mas fica a dica de alguns títulos. E então vamos ao cinema?! Aí você me diz o que achou!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Em todos os sentidos

Já disseram que comunicação é uma área insignificante nas livrarias. Dizem por aí que "a propaganda é alma do negócio". E nós dizemos que não é por aí. “Eles” não entendem que a nossa área ocupa muito mais que uma classificação nas prateleiras e que é um engano dizer que apenas a propaganda é a alma do negócio. Não ocupamos uma simples estante. Nossos limites vão de Antropologia à qualquer Zona do conhecimento, pois a nossa ciência não é exata, envolve a arte, de criar sempre o novo onde tudo já existe. Entretanto, a alma do negócio, agora são também as múltiplas janelas da internet, tendo a propaganda como principal aliada.

Enviesando foi o caminho que a Viés Comunicação encontrou para chegar até você na tentativa de expor suas idéias no admirável "mundo em um click". Mas por que um blog e não um site? Um blog é uma ferramenta independente assim como a nossa Empresa Júnior, sem fins lucrativos. Somos livres, e juntos podemos dizer o que se faz com o que aprendemos na faculdade. De uma forma só nossa, digitada com os nossos dedos e postada em nossos trabalhos, registramos a marca da Viés nessa mídia sem limites de tempo e espaço.

Qual é o nosso negócio então? Trabalhar de graça, doar cotas de impressão, praticamente morar na faculdade e ganhar certificado no final? É tudo isso e algo mais! Algo que não se aprende no Google. Algo como pensar..."E se eu fosse o Diretor de Criação?", "Ou o Atendimento?", "O que eu faria?". Para a Viés a resposta que mais funciona é: COMUNICAR EM TODOS OS SENTIDOS.